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JB: impeachment é bomba que racha a sociedade

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa utilizou sua conta no Twitter para afirmar que o processo de impeachment "é uma bomba" que só deve ser empregado com "precisão quase científica"; segundo ele, o "impeachment é uma formidável ferramenta contramajoritária, inerente ao próprio sistema presidencial de governo e previsto na Constituição, mas que deve ser usado com precisão quase científica"; para Barbosa, impedir um presidente é "regenerador em alguns casos, mas em outros pode se revelar destrutivo, convulsivo, provocador de rachas duradouros na sociedade"

21 de Abril de 2016 às 16:23

247 – O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, utilizou sua conta no Twitter para afirmar que o processo de impeachment "é uma bomba", além de ser traumático. Segundo ele, um processo de afastamento assim só deve ser empregado com "precisão quase científica". No início da semana ele já havia usado a rede social para criticar as justificativas dos deputados na sessão de votação que abriu o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Para Barbosa, o "impeachment é uma formidável ferramenta contramajoritária". "É inerente ao próprio sistema presidencial de governo. É previsto na nossa Constituição, em uma lei federal e em normas regimentais da Câmara e do Senado", postou.

"Mas o que pouca gente sabe, e os que sabem fingem não saber, é o seguinte: Impeachment é uma bomba! É um mecanismo legítimo, mas traumático; necessário, mas deve ser usado com precisão quase científica. Regenerador em alguns casos, mas em outros pode se revelar destrutivo, convulsivo, provocador de "rachas" duradouros na sociedade", completou.

O ex-ministro do STF disse que o mecanismo do impeachment é fruto de uma época "em que ainda predominavam as ‘guerras das facções’". " Tenham em mente: impeachment foi concebido POR e PARA uma sociedade de antanho, em que ainda predominavam as "guerras de facções", escreveu. "Foi concebido por pessoas que criavam normas para o presente, mas pensando na sua aplicabilidade no futuro, algumas gerações à frente", destacou.